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Quando as temperaturas caem, é comum imaginar que pulgas e carrapatos simplesmente desaparecem. O frio pode diminuir a atividade de algumas fases e espécies em determinados ambientes, mas isso não significa risco zero. Dentro de casa, abrigo, umidade e temperatura mais estável podem favorecer a continuidade do ciclo das pulgas. Carrapatos também podem chegar ao lar transportados por animais, pessoas ou objetos e encontrar locais protegidos.

Por isso, interromper a prevenção apenas porque a estação mudou pode abrir espaço para uma infestação. A estratégia mais segura é individualizar o controle com orientação do médico-veterinário, considerando espécie, idade, peso, saúde, rotina e região onde o pet vive.

Por que as pulgas continuam sendo um problema no frio?

A pulga adulta vive principalmente sobre o animal, mas ovos, larvas e pupas podem permanecer no ambiente. Tapetes, frestas, sofás, caminhas e áreas pouco movimentadas oferecem proteção. A pupa, envolvida por um casulo, é especialmente resistente. Quando encontra estímulos favoráveis, o adulto pode emergir e reiniciar a infestação.

Isso explica por que tratar apenas o pet nem sempre resolve um problema já instalado. Se as fases presentes no ambiente não forem consideradas, novas pulgas podem subir no animal mesmo depois da eliminação das adultas.

E os carrapatos?

A atividade dos carrapatos varia de acordo com a espécie, o clima e a região. Algumas fases podem permanecer protegidas no ambiente e voltar a buscar um hospedeiro quando as condições melhoram. Além disso, casas, canis, áreas de serviço, muros e frestas podem oferecer microambientes menos expostos ao frio.

Pets que passeiam, frequentam áreas com vegetação, convivem com outros animais ou recebem visitas de animais podem trazer parasitas para dentro. Mesmo gatos exclusivamente domiciliados não vivem em uma bolha: pessoas, outros pets e objetos ajudam a conectar o ambiente externo ao interno.

Sinais que merecem atenção

  • Coceira, lambedura ou mordidas frequentes na pele.

  • Falhas de pelo, vermelhidão, crostas ou feridas.

  • Pequenos pontos escuros no pelo ou na caminha.

  • Carrapatos aderidos à pele, especialmente em áreas de difícil visualização.

  • Inquietação, sono prejudicado ou mudança de comportamento.

Alguns animais apresentam poucos sinais visíveis, enquanto outros podem ter reação intensa a poucas picadas. Filhotes, idosos e animais debilitados exigem atenção especial. Diante de infestação, lesões, palidez, apatia ou perda de apetite, procure atendimento veterinário.

Como manter a prevenção durante todo o ano

1. Siga um plano veterinário

O produto, a apresentação e o intervalo de uso devem ser definidos para aquele animal. Nunca use medicamento destinado a cães em gatos sem orientação: alguns princípios ativos encontrados em produtos caninos podem ser altamente tóxicos para felinos. Também não combine antiparasitários por conta própria.

2. Respeite o calendário

Atrasos e interrupções criam janelas de vulnerabilidade. Registre as datas de aplicação ou administração e siga o rótulo e a prescrição. Se houver esquecimento, reação ou dúvida, consulte o médico-veterinário antes de repetir a dose.

3. Cuide do ambiente

Aspire tapetes, estofados, frestas e os locais onde os animais descansam. Lave mantas e caminhas conforme as instruções do fabricante. Descarte o conteúdo do aspirador de forma adequada. Em infestações, pode ser necessário um plano ambiental específico, sempre compatível com a presença de gatos, crianças e outros animais.

4. Inclua todos os pets da casa

Se um animal permanece sem proteção, ele pode sustentar o ciclo e favorecer reinfestações. O veterinário deve orientar cada pet individualmente, pois espécies, pesos e condições de saúde diferentes exigem produtos e doses diferentes.

5. Inspecione após passeios

Observe pele e pelagem, principalmente orelhas, pescoço, axilas, virilhas, entre os dedos e ao redor da cauda. Em animais de pelo longo, faça a inspeção com calma e boa iluminação. Se encontrar um carrapato, peça orientação sobre a remoção correta e o acompanhamento necessário.

Mitos rápidos

“No inverno, posso pausar o antiparasitário.”

Não necessariamente. O risco depende do ambiente, da região e da rotina. Como infestações internas podem persistir, a decisão deve ser tomada com o médico-veterinário.

“Se não vejo pulgas, o pet não tem.”

Nem sempre. Gatos podem remover pulgas ao se lamber, e grande parte do ciclo pode estar fora do animal. Coceira, crostas ou lambedura excessiva merecem investigação.

“Tratar apenas o animal resolve qualquer infestação.”

Em problemas estabelecidos, o ambiente e todos os animais da casa precisam entrar no plano. A reinfestação é comum quando apenas uma parte do ciclo é abordada.

Não deixe a prevenção esfriar. Converse com o médico-veterinário e procure na Agroverde as soluções indicadas para a rotina do seu pet e para o cuidado do ambiente.

 


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